Como saber se uma rodovia está interditada
Onde cada estado e o governo federal publicam as interdições das rodovias, o que este site lê ao vivo, como ler a data de cada registro e a quem ligar na estrada.
Publicado em 07/10/2026
Depende de quem cuida da estrada
No Brasil, cada rodovia tem um dono. As BRs são federais: conservadas pelo DNIT ou, nos trechos concedidos, por uma concessionária fiscalizada pela ANTT, e policiadas pela Polícia Rodoviária Federal. As estaduais são do órgão rodoviário de cada estado (o DER em Minas, em São Paulo e no Paraná, o DAER no Rio Grande do Sul, a Secretaria de Infraestrutura em Santa Catarina) ou de uma concessionária estadual, e são policiadas pela polícia rodoviária estadual.
Por isso não há um lugar único onde ver todas as interdições do país. Quem fecha uma pista é quem cuida dela, e cada um publica (quando publica) do seu jeito: um mapa, um boletim, uma nota à imprensa ou uma publicação nas redes sociais.
O que este site lê ao vivo
Só entram aqui interdições que um órgão público publica em dados abertos, que um programa consegue ler sem pedir licença a ninguém. Hoje são três estados: em Minas Gerais, o cadastro de pontos críticos do DER-MG; no Rio Grande do Sul, o mapa de bloqueios da Brigada Militar nas estaduais; em Santa Catarina, as ocorrências em aberto no mapa da Secretaria de Infraestrutura.
Nos outros estados, a página de cada um (por exemplo São Paulo ou Paraná) mostra o que as fontes nacionais dizem: os avisos do INMET, os alertas do CEMADEN, a chuva das últimas 24 horas, os focos de calor e as BRs que mais matam. E diz, sem rodeios, que ainda não há fonte estadual de interdições.
E as BRs?
Nenhum órgão federal publica, em dados abertos, as interdições das BRs ao minuto. Nos trechos concedidos, a concessionária costuma ter um 0800, um aplicativo e painéis de mensagem na pista; nos trechos do DNIT, a informação sai da superintendência regional e da PRF. Em caso de acidente ou bloqueio numa federal, o telefone é o 191.
O que o site tem para cada BR é o histórico: os trechos onde a PRF registrou mais mortes desde 2023, as praças de pedágio e os radares das concessões. A BR-116 e a BR-101, as duas que mais matam, são bons exemplos.
Como ler a data de cada registro
Cada ocorrência mostra uma data, e é ela que diz quanto confiar. Um ponto mexido ontem descreve a estrada de hoje; um ponto parado há meses pode já não descrever. O site mostra a data que a fonte publica e, quando a fonte não publica nenhuma (é o caso de Santa Catarina), a primeira vez que viu o registro, dita como tal.
Quando uma fonte deixa de responder, a página diz que não sabe, em vez de mostrar zero. Zero interdições e fonte fora do ar não são a mesma coisa.
Antes de sair
Abra a página do estado e a das rodovias do caminho, veja se há aviso do INMET ou alerta do CEMADEN para a região e, se o trecho é de serra, confira se choveu forte nos últimos dias. Em caso de emergência: 190 (Polícia Militar), 191 (Polícia Rodoviária Federal), 193 (Bombeiros).
Em Minas, há um guia só sobre o cadastro do DER: Como saber se uma rodovia de Minas está interditada.
Perguntas frequentes
- Existe um site oficial com todas as interdições do Brasil?
- Não. As interdições são publicadas por quem cuida de cada estrada: o DNIT e as concessionárias nas federais, e o órgão rodoviário ou a polícia rodoviária de cada estado nas estaduais. Este site junta as que são publicadas em dados abertos, que hoje são as de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
- Este site mostra acidentes e congestionamentos?
- Não ao minuto, porque nenhuma fonte oficial e aberta os publica assim. Mostra os acidentes registrados pela PRF nas BRs, com algumas semanas de atraso, e marca com um travessão as camadas sem fonte, em vez de mostrar zero.
- Para que número ligo numa rodovia federal?
- 191, a Polícia Rodoviária Federal. Nos trechos concedidos, a concessionária também tem um 0800 de atendimento, escrito nas placas ao longo da estrada.